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Notícias

19/05/2022
  • Aprovado um dividendo total por ação de 0,35€ que será pago em dinheiro
  • O lucro líquido foi de 85,9 milhões de euros e o volume de negócios foi de 3,122 milhões
  • O Grupo Elecnor reduziu 8,1% sua dívida financeira líquida com recursos
  • Nomeação de Francisca Ortega Hernández-Agero como nova conselheira independente da empresa

A Assembleia Geral de Acionistas do Grupo Elecnor, realizada no dia 18 de maio, aprovou por ampla maioria as demonstrações contábeis correspondentes ao exercício de 2021, assim como todos os pontos propostos na ordem do dia.

Foram reeleitos para seus respectivos cargos: Jaime Real de Asúa (conselheiro dominical); Ignacio María Prado Rey Baltar (conselheiro dominical); Miguel María Cervera Earle (conselheiro dominical); Juan Ignacio Landecho Sarabia (conselheiro dominical); Miguel Morenés Giles (conselheiro dominical); Rafael Prado Aranguren (conselheiro dominical); e Irene Hernández Álvarez (conselheira independente). Também foi aprovada a nomeação de Francisca Ortega Hernández-Agero como conselheira independente.

O presidente do Grupo, Jaime Real de Asúa, anunciou no seu discurso aos acionistas que, “desde 2017, o dividendo teve um aumento de 23%. O crescimento e solidez financeira se refletem na remuneração aos acionistas. O dividend yield foi de 3,1% em 2021, igual ao ano anterior”.

Segundo Jaime Real de Asúa, “mesmo no incerto cenário macro atual, a proposta de dividendo apresentada à Assembleia Geral representa um aumento de 6,5% em relação ao distribuído em 2020 e um pay-out de 36% sobre o resultado correspondente a 2021, em linha com os anos anteriores e com a política de atenção aos acionistas do Grupo Elecnor”.

Após a votação dos acionistas, foi aprovada a aplicação de um dividendo total por ação no valor de 0,35345352 euros, dos quais 0,0596 euros por ação já foram distribuídos por conta em dezembro de 2021 e os restantes 0,29383573 euros serão pagos como pagamento complementar no dia 1º de junho.

Os acionistas também autorizaram o Conselho de Administração a emitir títulos de renda fixa com um prazo de 5 anos, e a adquirir ações próprias ou das sociedades controladas, também por um período de 5 anos. 

2021: Crescimento em todos os negócios

O Grupo Elecnor obteve um lucro de 85,9 milhões de euros em 2021, 9,7% a mais do que no ano anterior. As vendas também aumentaram chegando a 3,122 bilhões de euros, o que representa uma melhora de 27,1%.

Tanto o mercado nacional (que representa 46% do total) como o mercado internacional (54%) registraram crescimentos positivos de 14,9% e 39,6%, respetivamente.

O Negócio de Concessões, que o Grupo Elecnor desenvolve através de sua filial Enerfín e sua investida Celeo e das sociedades controladas de ambas, obteve um lucro líquido atribuído de 34,9 milhões de euros, 12,6% maior do que o registrado em 2020.

O EBITDA foi de 271,8 milhões de euros, 10,6% maior do que no ano anterior. O resultado do Grupo este ano absorveu os custos de lançamento de novos contratos de serviços de telecomunicações e energia elétrica no Reino Unido e na Itália, além de custos não recorrentes como os relacionados ao projeto de cisão.

A Dívida Financeira Líquida com recursos (119,4 milhões de euros) diminuiu 8,1% em relação ao final do ano passado (129,9 milhões de euros). Isto se deveu fundamentalmente à evolução positiva dos negócios do Grupo em termos de geração de caixa, fruto de suas atividades operacionais.

O índice de endividamento no final deste ano, calculado como Dívida Financeira Líquida com recursos dividida pelo EBITDA com recurso, foi de 0,72 vezes (0,83 no final do ano passado).

13/05/2022
  • O lançador está sendo desenvolvido no Reino Unido com o apoio de Portugal

O primeiro protótipo em tamanho real do foguete espacial orbital Prime, desenvolvido pela Orbex com o apoio da Elecnor Deimos, foi apresentado publicamente pela primeira vez em sua plataforma de lançamento na Escócia.

O Prime é um foguete de dois estágios com 19 metros de altura, equipado com sete motores, que lançará uma carga útil de pequenos satélites comerciais na órbita baixa da Terra (LEO). Os lançadores Prime serão até 30% mais leves e 20% mais eficientes do que qualquer outro veículo da categoria de lançadores pequenos.

A Elecnor Deimos está desenvolvendo o subsistema de controle de voo do lançador ou GNC (Guidance, Navigation and Control) que controla a autonomia e o piloto automático do foguete. A Deimos Space do Reino Unido lidera, especificamente, o desenvolvimento de subsistemas para a fase de decolagem/subida e gerenciamento automático de falhas, os bancos de testes e a análise depois do voo. Por sua vez, a Deimos Engenharia, em Portugal, é a responsável pelo GNC até a fase orbital depois que o lançador sai da atmosfera terrestre.

Foguete sustentável

O Orbex Prime funciona com biocombustível renovável, o biopropano, que reduz as emissões de carbono em 96% em comparação com outros sistemas de lançamento espacial que usam combustíveis fósseis, de acordo com um estudo da Universidade de Exeter.

Após a conclusão da primeira integração completa do Prime em uma plataforma de lançamento, o lançador passará por uma série de testes integrados, o que permitirá realizar ensaios gerais de lançamento e desenvolver e otimizar os procedimentos de lançamento.

“Esta é uma grande conquista para a Orbex e estamos muito orgulhosos de poder participar neste processo”, afirmou Ismael López, diretor executivo da Elecnor Deimos. “Queremos agradecer novamente tanto à Agência Espacial do Reino Unido quanto à Agência Espacial Portuguesa pelo apoio e esforços para promover iniciativas de lançamento sustentáveis na Europa”.

Nuno Ávila, country manager da Deimos Engenharia em Portugal, acrescentou: “O sistema de Orientação, Navegação e Controle (GNC) é um dos sistemas mais importantes de um lançador, tanto quanto o de propulsão, e sem dúvida o que mais inteligência utiliza. Liderar a fase orbital do PRIME é um privilégio e um marco importante para a engenharia portuguesa”. 


09/05/2022
O Grupo Elecnor encerrou o primeiro trimestre de 2022 com um lucro líquido consolidado de 25,4 milhões de euros, o que representa uma melhoria de 18% em relação aos 21,5 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior.

Em 31 de março de 2022, as vendas consolidadas do Grupo chegaram a 672,6 milhões de euros, o que representa um aumento de 27,7% em relação ao primeiro trimestre de 2021. Tanto o mercado nacional (que representa 50% do total) quanto o internacional (os outros 50%) registraram um aumento significativo, de 20,3% e 36,3%, respetivamente.

O Grupo gerencia seus serviços, projetos, energia renovável e atividades de infra-estrutura através da Elecnor, Enerfín e Celeo.

Elecnor

O mercado nacional mantém sua trajetória de crescimento graças aos serviços prestados nos setores da energia, telecomunicações, água, gás e transportes, ramos onde o serviço prestado é essencial para todas as utilities. Da mesma forma, as obras de construção de parques eólicos e fotovoltaicos, e os projetos de reabilitação e manutenção, relacionados com o autoconsumo e a eficiência energética, contribuíram tanto para o volume das vendas quanto para os resultados do Grupo.

No mercado internacional, a boa evolução provém em grande parte da construção de linhas de transmissão de energia elétrica no Brasil e no Chile, assim como das filiais nos EUA e de grandes projetos na Austrália que estão sendo desenvolvidos em 2022.

O volume de negócios foi de 613 milhões de euros, comparado com 492,6 milhões de euros no primeiro trimestre de 2021 (+24,4%), enquanto o lucro líquido que contribuiu para o Grupo Elecnor subiu para 19,2 milhões de euros (+19,5%).

A carteira de contratos assinados do Elecnor pendentes de execução, e cuja execução está prevista para os próximos 12 meses, é de 2,376 bilhões de euros (2,291 bilhões no final de 2021). Deste valor, 73% correspondem ao mercado internacional e 27% correspondem ao mercado nacional. No mercado nacional a carteira é composta por contratos para atividades de serviços tradicionais, assim como parques eólicos e fotovoltaicos. A carteira internacional aumenta tanto em países europeus (Itália e Reino Unido), onde são realizadas atividades relacionadas a serviços, quanto em outros países (Austrália, Chile e Brasil, principalmente) onde foram contratados grandes projetos eólicos, fotovoltaicos e de transmissão de energia.

Enerfín

A Enerfín participa em 1.355 MW de energia eólica em operação e em construção na Espanha, Brasil e Canadá, e mantém sua intensa atividade promocional para garantir seu crescimento e aumentar seu pipeline, que atualmente é de quase 9 GW de projetos de energia eólica e fotovoltaica. Além disso, a empresa continua a diversificar sua atividade com projetos de armazenamento, hibridização e hidrogênio.

A Enerfín alcançou um volume de vendas de 61,3 milhões, 72,1% acima do valor registrado no mesmo período de 2021, enquanto o lucro líquido consolidado foi de 13 milhões de euros, 57,7% mais do que no primeiro trimestre do ano passado. A entrada em operação do complexo de São Fernando no Nordeste do Brasil no início do ano passado e a maior produção em relação ao ano anterior dos parques eólicos nacionais contribuíram para esta evolução positiva.

Celeo

A Celeo opera 6.804 km de linhas de transmissão de energia elétrica no Chile e no Brasil e participa em 345 MW de energia renovável. O conjunto de ativos em funcionamento administrados pela empresa é de cerca de 5,211 bilhões de euros.

O negócio de Redes de Transmissão da Celeo teve um desempenho positivo durante este primeiro trimestre, favorecido pela entrada em operação no final de 2021 da concessão na Serra da Ibiapaba no Brasil, e pela valorização do dólar norte-americano e do real brasileiro em relação ao euro. Por outro lado, as usinas termossolares que a Celeo administra na Espanha, e devido à sazonalidade de sua produção neste período de baixo recurso térmico, neutralizaram os resultados positivos alcançados pelo resto das empresas da Celeo. Esta é uma circunstância sazonal que será corrigida nos próximos meses de maiores recursos térmicos.


Previsões 2022

O Grupo Elecnor mantém uma posição de liderança nas principais atividades que serão o motor do crescimento e que concentrarão a maior parte das medidas de incentivo promovidas especialmente pela União Europeia e pelos Estados Unidos. Neste contexto, as tendências globais que impulsionarão os negócios do Grupo são:
Eletrificação e eficiência energética
Energias renováveis
Digitalização e conectividade
Prestação integral de serviços urbanos
Com base no exposto, o Grupo Elecnor espera manter sua trajetória de aumento dos resultados em 2022, como tem feito todos os anos na última década.